sexta-feira, 7 de outubro de 2011

7 de Outubro - Nossa Senhora do Rosário


A Festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo Papa Pio V, em 1571, quando se celebrava o aniversário da batalha naval de Lepanto.
Segundo consta, os Cristãos saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus, rezando o Rosário.
A origem do Terço do Rosário é muito antiga: Remonta aos anacoretas orientais, que usavam pedrinhas para contar as suas orações vocais.
O Venerável Beda sugerira aos Irmãos leigos, pouco familiarizados com o Saltério latino, que se utilizassem grãos de sementes, enfiados num barbante, na recitação dos Pai-Nossos e Ave-Marias.

Segundo a crônica, em 1328, Nossa Senhora apareceu a S. Domingos de Gusmão, recomendando-lhe a recitação do Rosário para a Salvação do mundo.
Rosário significa coroa de rosas, oferecidas a Nossa Senhora.
Os principais promotores e divulgadores da devoção do Rosário, no mundo inteiro, foram os Dominicanos.

Disse-nos o Papa João Paulo II, na sua Carta Apostólica "Rosarium Virginis Mariae": «O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele, ecoa a Oração de Maria, o Seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora, iniciada no Seu ventre virginal. Com ele, o Povo cristão frequenta a Escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do Rosto de Cristo e na experiência da profundidade do Seu Amor. Mediante o Rosário, o crente alcança graças em abundância, como se as recebesse das próprias mãos da Mãe do Redentor».



Nossa Senhora do Rosário de Pompéia


No ano  79, uma erupção do Vesúvio, vulcão que fica perto de Nápoles, sepultou sob sua lava a faustuosa cidade de Pompéia, onde a aristocracia romana tinha suas casas de férias.

No início do século XIX, já descobertas as ruínas da cidade, instalaram-se no vale próximo várias famílias de camponeses que levantaram humildes habitações e uma pobre capela.
Em 1872 chegou ao lugar Bartolo Longo, advogado da Condessa Fusco, dona daquelas terras. Longo soube, ao dialogar com os camponeses, que as coisas não iam mal, embora foi alertado sobre a presença de indivíduos de maus costumes, os que faziam com que as coisas não fossem totalmente agradáveis. Não havia polícia e  que enquanto houve um padre, este exercia certa autoridade, mas após sua morte, eram poucos os que seguiam firmes na fé, por isso na capela que tinha ficado abandonada não se rezavam mais missas. As pessoas rezavam em suas casas.
Uma noite Longo viu em sonho um amigo morto há anos atrás que lhe disse "Salva esta gente, Bartolo. Propaga o Rosário. Faz com que o rezem. Maria prometeu a salvação aos que rezassem o rosário".
Longo voltou a Nápoles e de regresso levou consigo uma boa quantidade de Rosários que repartiu entre os habitantes do vale. Ao mesmo tempo, ajudado por alguns vizinhos, dedicou-se à tarefa de consertar a Capela, à qual as pessoas começaram a freqüentar, em número crescente, a rezar o Rosário.
No  ano de 1876 decidiu-se a aumentar o  Templo. Em 1878, Longo obteve de um convento de Nápoles um quadro muito  deteriorado de Nossa Senhora do Rosário com São Domingos e Santa Rosa de Lima, que um pintor restaurou. Ignora-se porque a figura da Santa limenha foi trocada pela de Santa Catarina de Siena. Posta sobre o altar do Templo, ainda inconclusa, a Sagrada imagem começou a realizar milagres.
No dia 8 de maio de 1887, o Cardeal Mônaco de  Valleta colocou na  venerada imagem um diadema de brilhantes abençoado pelo Papa Leão XIII e em 8 de maio de 1891, houve a Consagração Solene do novo Santuário de Pompéia, que existe até hoje.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

6 de Outubro - São Bruno (Fundador)


Filho de família nobre de Colônia (Alemanha) nasceu em 1032. Quando alcançou idade foi chamado pelo Senhor ao sacerdócio, e se deixou seduzir. Amigo e admirado pelo Arcebispo de Reims, Bruno, inteligente e piedoso, começou a dar aulas na escola da Catedral deaquele local, até que já, cinquentenário e cônego, amadureceu na inspiração de servir a uma Ordem religiosa.
Após curto estágio num mosteiro beneditino, retirou-se a uma região chamada Cartuxa com a aprovação e bênção de São Hugo, Bispo de Grenoble, o qual lhe ofereceu um lugar. Isto se deu graças a um sonho que São Hugo teve. Neste sonho, apareciam-lhe sete estrelas que caíam aos seus pés para, logo em seguida, levantarem-se e desaparecerem no deserto montanhoso. Após este sonho, o Bispo recebeu a visita de Bruno que estava acompanhado por seis companheiros monges. Ao ver os sete varões, o Bispo Hugo reconheceu imediatamente neles as sete estrelas do sonho e concedeu-lhes as terras onde São Bruno iniciou a Ordem gloriosa da Cartuxa com o coração abrasado de amor por Jesus e pelo Reino de Deus. 

Com os monges companheiros, observava-se absoluto silêncio, a fim do aprofundamento na oração e à meditação das coisas divinas, ofícios litúrgicos comunitários, obediência aos superiores, trabalhos agrícolas, transcrição de manuscritos e livros piedosos.
Quando um dos discípulos de São Bruno tornou-se Papa (Urbano II), teve ele que obedecer ao Vigário de Cristo, já que o queria como assessor, porém, recusou ser Bispo e após pedir com insistência ao Sumo Pontífice, conseguiu voltar à vida religiosa, quando juntamente com amigos de Roma, fundou no sul da Itália o Mosteiro de Santa Maria da Torre, onde veio a falecer no dia 6 de outubro de 1101.
As últimas palavras foram: "Eu creio nos Santos Sacramentos da Igreja Católica, em particular, creio que o pão e o vinho consagrados, na Santa Missa, são o Corpo e Sangue, verdadeiros, de Jesus Cristo". 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

5 de Outubro - São Plácido (Mártir)


Perugino - 1500
Em seus diálogos, São Gregório, o Grande, refere-se a São Plácido, dizendo que o patrício Tertulo confiara o filho Plácido a São Bento, ao mesmo tempo que Eutício entregava o filho Mauro ao mesmo patriarca dos monges do Ocidente.
Plácido, era menino ainda, uma tarde, com São Bento, quando subiu uma colina, onde iam orar ao Senhor para suplicar chuvas, porque todos na região lutavam cotra a falta de água.
Um dia, quando o venerável Bento estava na sua cela, Plácido saiu para ir buscar água em um lago, mas ali, atirando, sem precauções, a vasilha que levava, perdeu o equilíbrio e a seguiu para dentro d’água. E aconteceu que, num instante, a corrente tomou-o e levou-o para longe da margem, a uma distância, pouco mais ou menos, dum tiro de flecha.
Ora, o homem de Deus, do interior de sua cela, instantaneamente teve conhecimento do sucesso e, depressa, chamou o filho de Eutício, dizendo: - Irmão Mauro, corre, porque aquele menino que foi buscar água no lago, nele caiu e a correnteza está a levá-lo para longe!
Coisa maravilhosa e inaudita desde o apóstolo Pedro: tendo pedido e recebido a benção, à ordem do pai, Mauro, precipita-se até o lugar em que flutua o menino e, correndo como se fora em terra firme, agarra-o pelos cabelos e puxa-o para a margem. Depois que o depositou no seco, olhando ao redor, viu que correra sobre as águas. Estupefato, tremeu, pensando numa coisa que jamais pensara poder fazer.
Mauro resgata Plácido das águas

De volta ao Padre, contou-lhe o que se passara. E o venerável Bento começou a atribuir aquilo não aos seus próprios méritos, mas à obediência. Ao contrário, Mauro dizia que o sucedido devia-se inteiramente ao mando do venerável Bento. Senão quando, assim expunham a coisa, o que fora salvo entrou na conversa, como árbitro, e declarou:
- Quanto a mim, posso dizer que, quando me tiraram das águas, vi, acima de minha cabeça, o manto do abade, e pensei que fosse ele quem me viera salvar.
São Plácido foi enviado por Bento à Sicília. Mais tarde, aprisionado pelos sarracenos, morreu nas mãos do pirata Manuca, com outros irmãos. Diz assim o resumo do martirológio:
Em Messina, na Sicília, a morte dos santos mártires Plácido, monge, discípulo de São Bento, abade; Eutíquio e Vitorino, seus irmãos; Flávia, virgem, sua irmã; Donato e Firmato, diáconos; Fausto e mais trinta monges, trucidados em defesa da fé de Nosso Senhor Jesus Cristo pelo pirata Manuca.

Em Agosto de 1588, foram descobertos no coro de São João Batista de Messina três corpos de homens e um de mulher. Eram os de Plácido, dos dois irmãos e da irmã. Depois encontraram-se outros, mas o número de trinta foi ultrapassado. Desde então, a festa de São Plácido foi instituída para toda a Igreja, e o seu nome passou a figurar no martirológio romano.
Martírio de Plácido e seus irmãos
Correggio - 1625
Galeria Nacional de Parma

Um afresco rupestre que há perto de Valerano, em Viterno, mostra-nos o Santo ao lado do grande Patriarca São Bento e de São Mauro. Trajam túnicas, trazem escapulários, e São Plácido sustenta, na mão direita, uma cruz branca.
Martírio do santo e seus irmãos
Museu de San Giovanni di Malta - Messina

terça-feira, 4 de outubro de 2011

4 de Outubro - São Francisco de Assis

Abstenho-me dos detalhes sobre sua vida. Qualquer coisa aqui publicada seria, ainda, insuficiente.




Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.



São Francisco recebe os estigmas no Monte Alverne
Pieter Paul Rubens - 1616
Museu Wallraf- Richartz - colônia

Prediação aos pássaros - Giotto
Basílica de Assis

Guido Reni - 1605
Pinacoteca Nacional - Roma

Portinari
Igreja da Pampulha- Belo Horizonte

Caravaggio - 1596

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

3 de Outubro - São Dionísio Aeropagita (Mártir)


São Dionísio é mencionado no livro dos Atos dos Apóstolos juntamente com sua esposa Damarás. Converteu-se ao cristianismo através das pregações do Apóstolo São Paulo, quando este visitou Atenas na Grécia. Conhecedor da filosofia grega, Dionísio era um dos conselheiros da suprema corte de justiça, conhecida também por Comitê Aerópago. Diz-se que no dia da crucifixão do Senhor em Jerusalém, Dionísio viu um eclipse solar , fenômeno desconhecido da astronomia daquela época. Tal fato fez com que Dionísio dissesse: «Ou Deus está ofendido, ou o fim do mundo está próximo»! Quando São Paulo passou por este centro cultural de Atenas que era o Aerópago, proclamou a célebre homilia: «Atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: Ao Deus Desconhecido. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio» (At. 17, 22); e começou a pregar o Deus verdadeiro. Por mais que, por causa disso, muitos tivessem zombado de Paulo, outros aderiram à fé e creram; e entre esses estava Dionísio.

A tradição nos diz que Dionísio foi o primeiro Bispo de Atenas. Também se conta que ele, Dormição da Santíssima Mãe de Deus, ele se fez presente no Espírito Santo. Viveu 90 anos e foi decapitado durante a perseguição aos cristãos na época do imperador Domiciano (96 dC) Seu crânio está conservado no Monastério búlgaro Docheiariou, no Monte Athos. Desde o século V, divulgaram-se uns escritos místicos intitulados «Dionísio, o Aeropagita», que tiveram certa importância para a Igreja. Hoje, porém, os estudiosos afirmam que estes escritos podem não ter sido de sua autoria, mas que, o mais provável é que tenham sido compilados por um desconhecido das terras sírias, nas últimas décadas do século V. Por tal razão, tais escritos são conhecidos hoje como «Escritos apócrifos de Dionísio, o aeropagita».


domingo, 2 de outubro de 2011

2 de Outubro - Santos Anjos da Guarda

imagem devocional em papel - séc. XIX

Dentre os anjos de Deus, Ele escolhe nosso Anjo da Guarda, que é pessoal e exclusivo, cuja função é proteger-nos até o retorno da nossa alma à eternidade. Ele nos ampara e nos defende das dos perigos com que os espíritos maus nos tentam, na nossa vida terrena. “Porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos, eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra” (Sl 90,11-12).
Os Anjos da Guarda estão repletos de dons e privilégios especiais, com uma missão insubstituível ao longo da criação. Eles possuem a natureza angélica espiritual, que é a síntese de toda a beleza e de todas as virtudes de Deus, por isso impossível de ser representada.
Em um dos seus textos, São Francisco de Sales esclarece que a tarefa dos anjos é levar as nossas orações à bondade misericordiosa do Altíssimo e de informar-nos se elas foram atendidas. Assim sendo, as graças que recebemos nos são dadas por Deus, que é o princípio e o fim de nossa vida, através da intercessão de nosso Anjo Bom.

Deus confiou cada criatura a um Anjo da Guarda. Esta é uma verdade que está em várias páginas da Sagrada Escritura e na história das tradições da humanidade, sendo um dogma da Igreja Católica, atualmente também confirmado pelos teólogos. A devoção dos anjos é mais antiga até que a dos próprios santos, ganhando maior vigor na Idade Média, quando os monges solitários receberam a companhia dessas invisíveis criaturas, cuja presença era sentida nas suas vidas de silenciosa contemplação e íntima comunhão espiritual com Deus-Pai.
Todavia o Eterno Guardião, como o Anjo da Guarda também é chamado, tão solicitado e cuidado durante a infância, está totalmente esquecido no cotidiano do adulto, que, descuidando de sua exclusiva e própria companhia, não se apercebe mais de sua angélica presença. Mas este espírito puro continua vigilante, constante dos pensamentos e de todas as ações humanas.

O Anjo da Guarda é um ser mais perfeito e digno do que nós, criaturas humanas. Não podemos ignorá-lo. Devemos amá-lo, respeitá-lo e segui-lo, pois está sempre pronto a proteger-nos, animar e orientar, para cumprirmos a missão da vida terrena, trilhando o caminho de Cristo e, assim, ingressarmos na glória eterna.
Pietro da Cortona

sábado, 1 de outubro de 2011

1 de Outubro - Santa Teresinha de Lisieux (Doutora da Igreja)

Santa Teresa de Lisieux, conhecida por Teresinha do Menino Jesus, é uma das santas mais características por sua espiritualidade. Seu culto se espalhou em pouco tempo por todos os recantos do mundo católico.
François Gerard - séc. XIX

Teresinha nasceu em Alençon, norte da França, aos 2 de janeiro de 1873. Seus pais, quando jovens, aspiravam, ambos, a se consagrarem a Deus na vida religiosa, mas por circunstâncias especiais não foram aceitos. Então a jovem Zélia Guerin, futura mãe de Teresinha, disse: "Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa como irmã, abraçarei o estado matrimonial para cumprir vossa vontade. Peço-vos, porém, encarecidamente, conceder-me muitos filhos e que vos sejam consagrados".
Daquele santo casal nasceram nove filhos. Três faleceram em tenra idade, os demais, todas meninas, tornaram-se religiosas conforme o desejo da mãe.    

Teresinha ficou órfã de mãe aos quatro anos e sentiu muito esta falta. O pai, depois da morte da esposa, mudou-se com a família para Lisieux, onde tinha um cunhado cuja esposa zelava pela educação das filhas.


Teresinha cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial e, sendo a caçula do lar, era chamada pelo pai "a minha rainhazinha". As irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus.
Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos.


"Que poderia ter realizado de extraordinário em tão curta existência? Graças a sua autobiografia, com o título História de uma alma, sabemos que a jovem carmelita não fez nada de extraordinário, apenas cumpriu extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada. Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu que, por amor ao Amor Supremo, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, missionário, mártir. "Compreendi, escreve, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!"

Relicário da Santa
Catedral de Lisieux

Estas palavras poderiam parecer românticas, se não fossem corroboradas pela vida de oração, de sacrifícios, de provações, de penitências e de imolação no dia-a-dia da existência de Teresinha como Carmelita. Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.




O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia, e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.

Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: " céus "; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : " meu Deus, eu vos amo...eu vos amo ".